sábado, 25 de setembro de 2010

não perca tempo!

Nossa como o tempo passa e nem reparamos!
"Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades

O tempo não pára"
[Cazuza - O tempo não pará]
Quando menos se espera pessoas que você conhecia, já não estão mais aqui,
o tempo passa tão depressa que em 1 segundo sua vida inteira transforma, renova...
... em minutos você pode perder um grande amigo, um amor, em minutos você pode conquistar alguém ou simplesmente, partir pra nunca mais voltar. 





sábado, 18 de setembro de 2010

A flor e a Náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre.
Fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido,
sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
Garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

terça-feira, 14 de setembro de 2010

observações


Sentado em um banco de praça vemos pessoas a seguir em frente outras tantas voltando, muitas se encontram em seus pensamentos, ali, sentadas, observando as folhas levemente carameladas, deixando suas casas, suas ligações com a vida, para não obstante ir parar na pá dos trabalhadores da prefeitura.
Sentados no banco da praça observando as cores, sentimos vida em cada detalhe, do latido de um cachorro, a birra de uma criança que não gostaria de largar de balançar, de sentir o sol arder na face, ah desejo de ficar por lá, ver pessoas se encontrando em outras, através de um beijo, de um desejo, um olhar, mera desilusão de viver.
Mas é lá sentados em uma praça, que pensamos no que, quando e pra que ?; é na praça que descobrimos nossos verdadeiros pensamentos ... do mais profundo e louco ao sensato e certo.


"Sente-se em devaneios e assistir a mudança de cor das ondas que quebram na praia do mar de ociosidade da mente." -Henry Wadsworth Longfellow

domingo, 12 de setembro de 2010

12/09/2010



"Reverie é quando as idéias flutuam em nossa mente sem reflexão ou matéria do entendimento." - John Locke